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ASAP Recruiting Leaders for the future

Frederico Moraes

Director

11/05/2011 - Mercado Profissões

Onde estão nossos engenheiros?

Frederico Moraes

Tenho me dedicado nos últimos anos a recrutar os profissionais que fazem a construção no Brasil acontecer e os produtos e serviços que produzimos se mover pelas veias pulsantes das rodovias, ferrovias, hidrovias e aerovias brasileiras.

Sabemos pela mídia que faltam engenheiros no mercado, sentimos na pele o desafio de encontrá-los, sabemos que mão de obra qualificada é e se tornará cada vez mais o gargalo para o crescimento do Brasil.

Por um lado, a geração Y está no mercado, trazendo na bagagem muitos sonhos, ambições e especialização tecnológica sem nunca ter feito projetos com caneta nanquim. De outro, experientes e raros engenheiros que participaram dos grandes projetos da infra estrutura brasileira. Entre estes dois grupos existe um hiato, um apagão, os engenheiros que viraram suco nos anos 80 e 90.

O preço dessa lacuna está sendo pago hoje pelo mercado como um todo. Onde estão os nossos engenheiros? Apenas uma certeza vem à mente: aqueles que o mercado encontra, estão valendo ouro!

Forte abraço,

Fred


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Comentários

2011-05-18 12:49:30 - Dili

Discordo que há falta de engenheiros. Graduei-me em engenharia química pela UFRJ no mês de fevereiro, possuo inglês fluente (com proficiência certificada pela Universidade de Michigan através do ECPE) e não possuo restrições no que concerne o horário e a localização do trabalho (podendo ser do Oiapoque ao Chuí ou até mesmo no exterior). Entretanto, até o momento não encontrei uma colocação no mercado. Já fiz inúmeros cadastros em diversas empresas, especialmente nas do setor de petróleo e gás (onde é exaustivamente veiculado que faltam profissionais), mas até o momento não obtive sucesso. Como os empresários têm divulgado frequentemente na mídia que há escassez de profissionais qualificados, gostaria que eles fossem mais precisos, divulgando a localização de tais vagas ociosas. Também gostaria que os empresários dessem mais oportunidades a jovens recém-formados, afinal somente teremos experiência se nos for dada a primeira oportunidade.

2011-05-23 09:30:30 - Frederico Moraes

Caro Dili, agradeço por seu comentário. Já solicitei seu CV para ser avaliado. Hoje em dia, não basta ter qualificação, é preciso saber vendê-la e divulgá-la da melhor forma possível. Um abraço, Frederico Moraes.

2011-06-15 19:56:40 - Laerte Pires

Também discordo, sou Engº no RS e por aqui não estão valorizando como é divulgado.

2012-02-10 15:45:11 - Felipe Chaves

Trabalho com gerente de grandes contratos para construção de infraestrutura de tramsmissão de energia elétrica. Temos dificuldades de encontrar profissionais com experiência (que possuam acervo técnico, que é uma exigência das grandes companhias do setor) para atuar em obras e em projetos eletromecânicos. Att,

2012-02-16 22:08:52 - MARCELO TAVARES

Frederico, projetos de caneta nanquin foi ótimo. Muitos jovens têm achado que modeladoress matemáticos podem substituir os projetistas. E que um bom engenheiro é apenas aquele que tem controle nos seus cronogramas... Um abraço Engo Tavares

2012-03-12 12:49:27 - Wandemar Santos

Prezado Frederico Pelo fato de estar desempregado, agora passo a ter tempo para estar participando destes comentários, pois, quando estou trabalhando, muitas das vezez , mal tenho tempo para minha família. Apesar de já terem passados 10 meses da publicação do seu artigo nada mudou. Li os comentários dos colegas e destes chamou-me a atenção os dos Srs Dili e Felipe Chaves. Concordo com o Sr. Dili, as organizações de todos os segmentos, reclamam de mão de obra de obra qualificada, será que realmente está faltando mão de obra qualifaicada? Será que estão dando oportunidades reais aos novos, para que estes se tornem técnincos com conhecimento e eficases?Ou será que as organizações também remuneram mal, afastando os mais experientes e deixando-os desempregados? Estou no segmento de Construção e Montagem de plantas de Óleo e Gás a cerca de 25 anos, como técnico especializado em qualidade e nos últimos cinco anos como coordenador de empreendimentos. É uma verdade a afirmação do Sr. Felipe Chaves, falta muita qualidade na experiência curricular de nossos candidatos, mas, nem assim as organizações oferecem maiores atrativos para conquistar o profission

2012-03-12 15:09:13 - Wandemar Santos

Prezado Frederico Moraes Desculpe-me pelas falhas de ortografias e a falta de conclusão, mas no momento em que digitava estava com o meu filho no colo. Agora vamos lá. Pelo fato de estar desempregado, agora passo a ter tempo para estar participando destes comentários, pois, quando estou trabalhando, muitas vezes, mal tenho tempo para minha família. Apesar de já terem passados 10 meses da publicação do seu artigo, constatamos que nada mudou e dificilmente mudará. Li os comentários dos colegas e destes chamou-me a atenção o do Sr. Dili e do Sr. Felipe Chaves. Concordo com o Sr. Dili, quanto a avaliação das oportunidades As organizações de todos os segmentos, reclamam de mão-de-obra qualificada, será que realmente está faltando mão-de-obra qualificada? Será que estão dando oportunidades reais aos novos, para que estes se tornem técnicos com conhecimento e eficazes? Ou será que as organizações também remuneram mal, afastando os mais experientes e deixando-os desempregados? Estou no segmento de Construção e Montagem de Unidades de exploração e de Plantas de Refino de Óleo e Gás a cerca de 25 anos, como técnico especializado em qualidade e nos últimos cinco anos como coordenador de empreendimentos. Também é uma verdade a afirmação do Sr. Felipe Chaves, a nossa mão-de- obra qualificada está mal capacitada e falta qualidade na experiência curricular de nossos candidatos, mas, nem assim as organizações oferecem maiores atrativos para conquistar o profissional desejado. E entre contratar um profissional capacitado, que tenha determinação, que seja disciplinado e perseverante na busca de informações, dotado de acervo e normalização técnica, um outro pouco capacitado “mais barato” e um outro jovem dedicado, inteligente e querendo seu espaço, sabemos quais são as escolhas do mercado. A isso chamo de falsa oportunidade. Tem que haver espaços diferenciados, para quem realmente é experiente bem como para o novo que está começando a sua vida profissional, não podemos impor responsabilidades e cobrar aptidões à jovens que ainda não tiveram a oportunidade da experiência requerido, bem como não podemos segregar profissionais experientes por falta de valorização salarial de mercado.

2012-06-20 11:23:48 - edson z scalco

Respondendo a pergunta "Onde estão nossos engenheiros?", muitos dos formados na década de 90, você poderá encontrar na área financeira, na área de TI, ou então atuando em algum cargo público concursado (fiscal do INSS, AFTN, técnico BACEN, fiscal municipal etc etc etc). Me formei em engenharia em 93 e a maior parte dos meus colegas migrou para estas áreas por falta de oportunidade ou baixas perspectivas profissionais na engenharia na época.

2012-07-05 23:22:08 - wendel

Frederico muito bem colocado seu comentario. Sou um profissional que iniciei minha carreira na area de projetos nos anos 90 nesta epoca, eramos raros e pouco considerados, era o periodo da "famosa" reengenharia que o pais paga o preco ate hoje, tive a oportunidade de trabalhar com nanquim, sempre cuidei bem de monhas canetas, neste periodo fazer projetos era como criar uma obra de arte, hoje nos meus 38 anos, (comecei com 19 na area) sou obrigado a analisar "projetos" de pouco embasamento tecnico, estetica nem se fala (projetos realmente feios), psedos projetistas e engenheiros, fazendo suas peripercias por ai, e o pior, a garotada que mal sabe o pq a cor vermelha e a espessura 0,2 nao tem a humildade para dizer nao sei, ou para usar livros como Arthur Ferreira ou Silva Telles como livros de cabeceira. Enfim o espaco eh pequeno para discurcoes filosoficas, mas sinto falta do periodo que ser engenheiro ou projetista era ser membro de um seleto grupo de desbravadores.

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